Sour beers: conheça as cervejas ácidas, como Tacho e Cactus

Entre os diversos efeitos positivos da popularização das cervejas artesanais, um dos mais interessantes é a quebra de antigos paradigmas. Quem curte explorar esse universo acaba descobrindo que fugir do óbvio pode ser uma ótima pedida. E um belo exemplo disso são as sour beers. O senso comum costuma associar o sabor azedo a comidas e bebidas estragadas, “passadas”, cujo consumo deve ser evitado. A princípio, você não vai associar um alimento fresco a esse gosto. Para sorte dos apreciadores de cerveja, produtores artesanais decidiram derrubar mais esse tabu, com excelentes resultados. As sour beers, como são chamadas as cervejas ácidas, são uma variação que explora justamente esses sabores. Vale destacar que o azedo é uma das quatro principais sensações do nosso paladar, junto com o amargo, o doce e o salgado. Basta lembrar que gostos como o do maracujá, do limão e do abacaxi podem, sim, ser muito prazerosos. sour beers

As características marcantes das cervejas ácidas

Quem já conhece um pouco sobre cerveja sabe que, na grande maioria dos casos, a acidez é considerada uma característica indesejável. Mas produtores artesanais têm explorado diferentes maneiras de usar a acidez de maneira proposital, com a aplicação de métodos e ingredientes que resultam em sabores mais azedos. Apesar do baixo amargor, as sour beers ainda não são tão populares, mas isso vai mudando aos poucos. As cervejas ácidas tem conquistado cada vez mais adeptos no fortíssimo mercado americano, por exemplo – e não é diferente no Brasil, onde essas cervejas ganharam muitos apreciadores. Geralmente refrescantes e de baixo teor alcoólico, as sour beers acabam tendo algumas características bastante adequadas para o consumo num país como o Brasil. É uma cerveja ideal para os dias mais quentes e harmoniza muito bem com frutos do mar, carnes e saladas, por exemplo.

Os métodos de produção das sour beers

Mas afinal, como as sour beers são feitas? Podemos considerar dois métodos principais para produção de cervejas ácidas. Um deles é a fermentação espontânea, tradicional na Bélgica, que muitas vezes leva anos para ser produzida e não tem adição de leveduras ou bactérias propagadas em laboratório, mas conta com a microflora presente na cervejaria, especialmente nos barris de madeira. Essas cervejas, chamadas de Lambic ou Gueuze, são complexas e muitas vezes contam com adições de frutas. A Bélgica conta ainda com outros estilos de cervejas ácidas, com características e métodos diferentes de produção. Atualmente, cervejarias no mundo todo, especialmente nos EUA, produzem cervejas inspiradas nas tradições e métodos de produção da Bélgica. O outro método de produção de cervejas ácidas costuma ser feito de forma mais controlada e mais industrial. A adição de ácido lático ou bactérias como Lactobacillus proporciona a acidez que é característica desse estilo de forma muito mais rápida que nas cervejas de fermentação espontânea. As sour beers não são para qualquer um: muitas vezes, quem ainda está no início de seu aprendizado sobre os diferentes estilos de cerveja artesanal vai estranhar a acidez delas. Para os apreciadores das sour beers, porém, esse perfil único é bem interessante e pode proporcionar surpresas muito agradáveis.

Tacho e Cactus, as sour beers da Tábuas

A Tábuas já fez duas incursões pelo mundo das cervejas ácidas. Uma delas foi a Tacho, uma Imperial Sour com adição de goiaba e framboesa. Trata-se de uma sour beer com acidez delicada e muito sabor de fruta. Já na Cactus, uma sour com cupuaçu e pitaya vermelha, a acidez é mais pronunciada e a cerveja é mais refrescante. cerveja campinas Assim como as cervejas com Brettanomyces, as sour beers são altamente recomendáveis para os apreciadores de cervejas artesanais que curtam ampliar seu leque de possibilidades, explorando diferentes características e sabores. A Tacho e a Cactus podem ser uma ótima porta de entrada para essa jornada.